Rede do TJRN registra mais de 50 mil acessos remotos do início da pandemia até final de agosto

O secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça, Gerânio Gomes, apresentou novos números que demonstram o tamanho da adesão ao trabalho remoto pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Norte durante a pandemia do novo coronavírus.

Entre 20 de março e 31 de agosto, a Setic registrou 51.100 acessos remotos à rede do TJRN por meio do uso de VPN. Com esta ferramenta, magistrados e servidores podem acessar de seus computadores pessoais, onde estiverem, os sistemas internos do tribunal e até arquivos de sua estação de trabalho.

O secretário explica que o usuário tanto pode se conectar à rede por diversas vezes como manter uma única conexão. Além disso, sistemas web como o PJe e o Sigajus dispensam a necessidade de conexão com a rede do TJRN, ou seja, não é preciso usar o VPN para utilizá-los.

Sistemas

As estatísticas de acessos e de movimentações nos sistemas judiciais (como o PJe e o SAJ) e administrativos demonstram que os usuários se adaptaram a essa nova realidade.

De acordo com os dados da Setic, de 20 de março a 31 de agosto, foram ajuizados 71.500 novos processos no sistema PJe 1º Grau e outros 27.420 no sistema PJe 2º Grau.

No mesmo período o número de movimentações processuais no PJe realizadas pelos servidores foi de 4,039 milhões de movimentos no 1º Grau e de 515 mil no sistema do 2º Grau.

Suporte

Durante a pandemia, a Setic segue assegurando o serviço de suporte aos usuários. Foram registrados 30.507 atendimentos pelo Agile até o dia 31 de agosto. De acordo com Gerânio Gomes, apenas 10% desses chamados necessitam de atendimentos presenciais. Há técnicos atuando nas unidades, conforme escala de trabalho.

Além da resolutividade por meio remoto, o secretário responsável pela Setic aponta ainda que houve uma queda na média mensal de chamados em relação ao ano de 2019, caindo de 7.500 chamados/mês para cerca de 5.500 em 2020.

Gerânio atribui essa diminuição a uma redução de problemas, como a aquisição de novos computadores reduzindo assim chamados relacionados a equipamentos, e à consolidação da nova versão do sistema PJe, bem como a uma maior experiência dos usuários no uso da ferramenta.

Outra ação relacionada ao suporte dos usuários externos do sistema PJe foi a designação de contatos junto ao Ministério Público, Defensoria Pública, OAB e Procuradorias do Estado e do Município de Natal. Caso esses usuários designados pelas instituições - uma espécie de referência interna para recebimento de solicitações - abram chamados, eles são atendidos com prioridade pelo Agile.

Ajuda também o fato de que muitas demandas são hoje resolvidas pelas próprias equipes de informática dessas instituições do sistema de justiça, havendo um maior número de replicadores de conhecimento sobre o PJe fora da equipe de TI do Poder Judiciário.

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