Desembargadora Zeneide Bezerra recebe homenagem da Força Aérea Brasileira

Filha de carpinteiro funcionário da Base Aérea de Parnamirim, a desembargadora Zeneide Bezerra foi surpreendida, nesta sexta-feira (18), com uma homenagem feita por aquela unidade, a ALA 10, da Força Aérea Brasileira. A casa onde ela nasceu e viveu parte de sua infância foi transformada no Espaço Nilo da Silva, o nome de seu pai. O local, inaugurado hoje, será utilizado para abrigar o acervo histórico e cultural da FAB.

A homenagem levou a desembargadora, seus irmãos e sua mãe, de 92 anos de idade, a uma viagem histórica aos anos de 1939 a 1945, período da Segunda Guerra Mundial. Emocionada com a surpresa, Zeneide Bezerra falou com orgulho de suas origens, lembrando o esforço do pai para sustentar a família.

O carpinteiro Nilo da Silva é responsável pela construção de um hangar localizado na Base Aérea, entre outras edificações. “Sem tecnologia alguma, ele fez o hangar com sua dedicação e amor ao trabalho”, disse a magistrada. Durante o discurso, a desembargadora relembrou momentos de dificuldade que a família passou quando o pai teve um problema de saúde. 

“Além dos ensinamentos da minha mãe e do meu pai, devo a este local tudo o que sou. Graças à Base Aérea tive condições de estudar, passei em uma seleção, recebi uma bolsa para estudar em Natal, mas era difícil sair de Parnamirim pra assistir aulas em Natal. Foi aí que a Base Aérea me deu a oportunidade de usar o `papa-filas`, o meio de transporte que levava os filhos dos militares para estudar em Natal e eu, filha do carpinteiro, ia junto”, lembrou a desembargadora.

“O pai da desembargadora construiu as bases desta unidade, que é um dos orgulhos da Força Aérea por ser uma das mais antigas. Quando se fala na história da Força Aérea, lembra-se da desembargadora que tem o mesmo amor que temos por esta unidade”, disse o brigadeiro Marcelo Rivero, comandante da ALA 10, explicando o motivo da homenagem feita de surpresa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJRN, Geraldo Mota, representou o desembargador presidente João Rebouças no evento e em nome da Presidência disse: “saudade só é saudade quando morre a esperança, algumas coisas a senhora vê, pega e sente, outras, somente a saudade mantém”.

O desembargador corregedor geral de Justiça, Amaury Moura, também não pôde comparecer à homenagem, mas enviou uma mensagem, lida pelo juiz corregedor auxiliar Fábio Ataíde: “Os dias felizes vividos e guardados nessa casa, agora tomam o lugar que a própria história lhe haveria de reservar, qual seja um monumento comemorativo que doravante guardará também as memórias de uma instituição de tamanha magnitude. Por certo, o bom carpinteiro que por aqui edificou a sua obra, mais e mais se confortará com expressiva homenagem, notadamente a sua família a quem devotou tanto carinho e dedicação”. 

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